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“Inteligência Artificial garante diagnóstico mais rápido do cancro do colo do útero”
Uma equipa de cientistas, incluindo o português Fernando Schmitt, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, desenvolveu um método que utiliza inteligência artificial para otimizar o rastreio do cancro do colo do útero. O sistema analisa automaticamente células recolhidas através do exame de Papanicolau, convertendo-as em imagens tridimensionais, o que permite identificar alterações celulares suspeitas com maior rapidez e precisão.
Nos testes realizados com mais de mil amostras, a análise automatizada apresentou uma concordância quase perfeita com a avaliação dos especialistas. Publicado na revista Nature, este método poderá começar a ser aplicado clinicamente no Japão nos próximos meses, com expansão gradual para outros países ao longo dos próximos 1 a 2 anos.
https://sicnoticias.pt/.../2026-03-10-video-inteligencia...

"Análise ao sangue pode prever demência até 25 anos antes do início dos sintomas"
Um estudo da Universidade da Califórnia concluiu que um novo biomarcador no sangue pode prever o risco de uma mulher desenvolver demência até 25 anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas. A investigação, publicada na revista médica JAMA Network Open, acompanhou 2.766 mulheres entre os 65 e os 79 anos durante cerca de 25 anos.
Os resultados mostraram que níveis mais elevados da proteína p-tau217, associada às alterações cerebrais da doença de Alzheimer, estavam fortemente ligados ao desenvolvimento futuro de défices cognitivos ligeiros e demência, mesmo em mulheres que eram cognitivamente saudáveis no início do estudo.
Segundo os investigadores, esta descoberta pode permitir identificar mais cedo pessoas com maior risco, abrindo caminho a estratégias de prevenção e acompanhamento mais precoces, em vez de esperar até que os problemas de memória afetem o dia a dia. No entanto, os especialistas sublinham que ainda são necessários mais estudos antes de este tipo de teste poder ser utilizado na prática clínica.
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“Dinamarca elimina transmissão de HIV e sífilis de mãe para filho”
A World Health Organization certificou a Dinamarca como o primeiro país da União Europeia a eliminar a transmissão vertical do HIV e da sífilis, ou seja, a transmissão destas infeções de mãe para bebé durante a gravidez, parto ou amamentação. Este reconhecimento representa um importante avanço na saúde pública e na proteção da saúde materno-infantil, demonstrando que a prevenção destas infeções é possível quando existem sistemas de saúde eficazes e acessíveis.
Este resultado foi alcançado graças a décadas de investimento em cuidados de saúde universais, incluindo acompanhamento pré-natal de elevada qualidade, rastreio sistemático das infeções durante a gravidez e acesso rápido ao tratamento quando necessário. Estas medidas permitem identificar precocemente casos de infeção em mulheres grávidas e iniciar terapêuticas adequadas, reduzindo de forma significativa o risco de transmissão para o recém-nascido.
De acordo com a OMS, para que um país seja certificado com a eliminação da transmissão vertical destas doenças, é necessário cumprir critérios rigorosos, como garantir elevados níveis de rastreio nas gestantes e manter taxas extremamente baixas de infeção em bebés durante vários anos consecutivos. A experiência da Dinamarca demonstra que políticas de saúde consistentes, aliadas a sistemas de vigilância epidemiológica eficazes, podem contribuir de forma decisiva para a erradicação deste tipo de transmissão e servir de exemplo para outros países.
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“Nova técnica baseada em CRISPR aumenta produção de mitocôndrias e pode ajudar a tratar insuficiência cardíaca”
Investigadores da Rice University desenvolveram uma nova abordagem baseada na tecnologia CRISPR que permite aumentar a produção de mitocôndrias em células cardíacas, abrindo novas perspetivas para o tratamento da insuficiência cardíaca.As mitocôndrias são responsáveis pela produção de energia celular e desempenham um papel fundamental na função do músculo cardíaco. Após um enfarte do miocárdio, muitas células do coração apresentam disfunção mitocondrial, o que compromete a sua capacidade de produzir energia suficiente para manter a contração eficaz do músculo cardíaco.Neste estudo, os investigadores utilizaram uma versão modificada do sistema CRISPR para ativar genes envolvidos na biogénese mitocondrial, em particular o gene regulador PPARGC1A (PGC-1α). Ao estimular a expressão deste gene, foi possível aumentar o número de mitocôndrias nas células e melhorar a sua atividade metabólica.Os resultados demonstraram que esta estratégia aumentou a função mitocondrial em modelos celulares e em tecido cardíaco após enfarte, sugerindo que a ativação genética dirigida poderá contribuir para restaurar o metabolismo energético das células cardíacas. Embora esta abordagem ainda esteja numa fase inicial de investigação, os autores consideram que a modulação da biogénese mitocondrial poderá representar uma nova estratégia terapêutica para doenças cardíacas associadas a défices energéticos.
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Artigo científico:
Escobar, M., Malik, S. A., Srinivasa, M. A., Mendez-Sosa, M. A., Miller, J. M., Lydon, S. L., Luong, S. N., Mathew, P. R., Abouleisa, R. R. E., Chakravarty, S., Pathan, S., Mohamed, T. M. A., Ghanta, R. K., & Hilton, I. B. (2026). CRISPR-Cas-based activation of PPARGC1A boosts endogenous mitochondria and enhances cardiac function after myocardial infarction. Molecular Therapy, 139(10), e56–e528. https://doi.org/10.1016/j.ymthe.2026.02.027
“Biomarcadores Durante a Gravidez Podem Indicar Risco Futuro de Doença Cardiovascular”
Alguns biomarcadores analisados durante a gravidez podem ajudar a identificar o risco de desenvolver doença cardiovascular (DCV) no futuro, segundo um estudo recente.
A investigação avaliou biomarcadores presentes no sangue de cerca de 2000 mulheres grávidas na Dinamarca. As participantes foram acompanhadas durante quase 12 anos e, nesse período, 28 delas desenvolveram doença cardiovascular. Os resultados mostraram que níveis mais elevados de troponina I cardíaca de alta sensibilidade e de sFlt-1 durante o terceiro trimestre da gravidez estavam associados a um risco maior de desenvolver DCV mais tarde na vida.
Os investigadores verificaram ainda que a combinação dos níveis de sFlt-1 com a idade permitiu uma melhor avaliação do risco cardiovascular do que a utilização da idade isoladamente. Em comparação, modelos que incluíam colesterol não-HDL e pressão arterial sistólica juntamente com a idade não melhoraram significativamente a capacidade de prever o risco.
Os autores do estudo referem que a gravidez pode ser vista como uma espécie de teste natural para o sistema cardiovascular. Por isso, medir determinados biomarcadores neste período pode representar uma oportunidade para identificar precocemente pessoas com maior probabilidade de desenvolver doença cardiovascular.
Para mais informações:

Artigo científico:
Bacmeister L, Glintborg D, Kjer-Møller J, et al. Clinical Factors and Biomarkers During Pregnancy and Risk of Cardiovascular Disease. JAMA Cardiol. Publicado online February 18, 2026. doi: 10.1001/jamacardio.2025.5595
"Cientistas descobrem "guardião" escondido dentro de células cerebrais ligado ao Alzheimer"
Cientistas da Penn State descobriram que os neurónios possuem uma rede estrutural microscópica chamada esqueleto periódico da membrana (MPS, na sigla em inglês), que funciona como um porteiro, controlando as substâncias que entram na célula.
Quando esta estrutura em forma de rede está intacta, os neurónios absorvem os nutrientes a uma taxa controlada. No entanto, quando os investigadores interromperam o MPS, os neurónios começaram a absorver materiais muito mais rapidamente. Isto sugere que o MPS funciona como um sistema de travagem, impedindo a absorção excessiva.
Curiosamente, o aumento da absorção celular pode desencadear sinais que provocam a rutura parcial do MPS. Isto cria um ciclo de feedback positivo: mais absorção leva a um maior enfraquecimento da estrutura, o que permite uma absorção ainda maior.
Usando microscopia de super-resolução avançada, os investigadores observaram este processo em neurónios cultivados em placas de laboratório. Quando simularam a fase inicial da doença de Alzheimer aumentando a proteína precursora de amiloide (APP), as estruturas enfraquecidas do MPS permitiram que os neurónios absorvessem mais APP. No interior da célula, a APP foi convertida em β-amiloide 42, uma proteína tóxica associada a danos neuronais e à doença de Alzheimer.
Estas descobertas sugerem que o MPS pode desempenhar um papel protetor nos neurónios, limitando a entrada de proteínas nocivas. Como esta estrutura se deteriora com o envelhecimento ou com doenças, pode contribuir para a neurodegeneração.
As futuras terapias podem focar-se na estabilização do MPS, potencialmente retardando as alterações celulares iniciais que levam à doença de Alzheimer.
Para mais informações:
https://scitechdaily.com/scientists-discover-hidden.../
https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeb0803

Artigo Científico:
Eufrásio, A., Machado, J., Azevedo, J., Pereira-Castro, I., Ferreira, A., Moutinho, A., Henriques, F., Jesus, A., Araújo, M., Tavares, J., Sousa, B., Cavadas, B., Kessler, I. G., Teixeira, J., Pinto, P. B., Bessa, J., & Moreira, A. (2026). A conserved 3′UTR short motif regulates gene expression in vertebrates. Nucleic Acids Research, 54, gkaf1340. https://doi.org/10.1093/nar/gkaf1340
"Estudo descobre um “aliado surpreendente” na reparação do cérebro"
Um estudo inovador desenvolvido pela equipa de Christa Rhiner, na Fundação Champalimaud, e publicado na revista científica EMBO Reports, revela que as espécies reativas de oxigénio (radicais livres), historicamente associadas apenas à neurodegeneração e ao envelhecimento, desempenham um papel crucial na reparação cerebral. Através de modelos de Drosophila melanogaster, a investigação demonstrou que as células da glia libertam um "pulso oxidativo" controlado (especificamente peróxido de hidrogénio) imediatamente após uma lesão. Esta libertação, mediada pela enzima Duox presente na membrana celular, atua como um sinal biológico essencial para ativar células estaminais neurais que, de outra forma, permaneceriam inativas, promovendo a substituição do tecido perdido e a plasticidade cerebral.
Estes resultados desafiam a visão convencional de que o stress oxidativo é universalmente prejudicial para o sistema nervoso central. Os investigadores observaram que a inibição genética da enzima Duox ou a administração excessiva de antioxidantes atenuam significativamente a resposta regenerativa natural do cérebro. Esta descoberta ajuda a explicar por que motivo as terapias antioxidantes de largo espetro falham frequentemente na recuperação de doentes com lesões cerebrais. No futuro, a biomedicina poderá focar-se no desenvolvimento de estratégias de precisão que combatam o stress oxidativo crónico, preservando simultaneamente estes sinais oxidativos de curta duração, essenciais para a autorreparação do cérebro.
Para mais informações:

"Cientistas descobrem proteína que transforma gordura castanha numa máquina de queimar calorias"
Investigadores da Universidade de Nova Iorque descobriram um mecanismo fundamental que pode reformular a nossa abordagem à perda de peso e à saúde metabólica.
O estudo centra-se numa proteína chamada SLIT3, que ajuda a construir o "sistema de fiação" interno da gordura castanha, promovendo a formação de vasos sanguíneos e ligações nervosas necessárias para a queima eficiente de energia.
Ao contrário da gordura branca (que armazena energia), a gordura castanha queima calorias para produzir calor através da termogénese. No entanto, esta investigação mostra que simplesmente ter gordura castanha não é suficiente — é necessário que esteja devidamente estruturada e conectada para funcionar na sua capacidade máxima.
Curiosamente, a via SLIT3 está também ligada à inflamação, à sensibilidade à insulina e à saúde metabólica, sugerindo um papel mais abrangente em condições como a obesidade e a resistência à insulina.
Isto abre uma nova direção para o tratamento: em vez de se concentrar apenas na supressão do apetite (como acontece com medicamentos como a semaglutida), as futuras terapias podem ter como objetivo aumentar o gasto energético, melhorando a atividade da gordura castanha. Embora ainda em fase inicial de investigação, esta descoberta realça uma mudança promissora — das estratégias de "comer menos" para soluções de "queimar mais" no combate às doenças metabólicas.
Para mais informações:

"Can a mouse be cloned indefinitely? Decades-long experiment has answers"
Um estudo publicado na Nature descreve que a clonagem de ratos foi realizada ao longo de múltiplas gerações sucessivas, atingindo um máximo de 58 gerações antes de se verificarem falhas no processo.
De acordo com os investigadores, os clones iniciais apresentavam características normais, mas, com a repetição contínua da técnica, foram sendo acumuladas alterações genéticas. Estas mutações, inicialmente não detetáveis, tornaram-se progressivamente mais significativas, afetando a viabilidade dos organismos nas gerações mais avançadas.
Os resultados indicam que a acumulação de alterações no ADN ao longo de ciclos repetidos de clonagem está associada à limitação observada, comprometendo a continuidade do processo.
Para mais informações:
https://www.nature.com/articles/d41586-026-00945-7

Atenção aos resultados da votação:
"🧬Qual é o melhor logótipo e slogan para Ciências Biomédicas?" que ocorreu na página do Facebook do Mundo Biomédico.
O vencedor foi ....... a Beatriz Mateus com 322 votos!
Os nossos muitos parabéns!!👏

VIII Simpósio Emprego e Oportunidades em Ciências Biomédicas
- 22 de março de 2022 -
Hoje é o dia em que te apresentamos o cartaz do tão aguardado evento "VIII Simpósio: Emprego e Oportunidades em Ciências Biomédicas”.
O evento consiste num conjunto de pequenas palestras direcionadas para estudantes nas áreas de formação de Biologia, Bioquímica, Ciências Biomédicas, Engenharia Biomédica, Biotecnologia, Bioengenharia e outras áreas relacionadas, com o intuito de elucidar e “abrir horizontes” para quem esteja interessado em aplicar conhecimentos neste âmbito.
Em breve será anunciado o programa e a abertura das inscrições.
Aponta na agenda dia 2 junho.
Contamos contigo!

Anticorpo monoclonal evita COVID-19
- 19 de maio de 2022 -
Essa nova descoberta vai auxiliar no tratamento das infeções virais e na melhoria de qualidade de vida dos pacientes infectado pelo SARS-CoV-2.
Os investigadores do "Vanderbilt university medical center, Nashville" no Tenessee, nos E.U.A, desenvolveram um novo anticorpo monoclonal (AZD 7442) injetável para tratamento contra doença causada pelo SARS-CoV-2. É produzido artificialmente a partir de uma única célula e passível de ser reproduzido indefinidamente em laboratório a uma mistura de fármacos.

"Aprovado o Primeiro Medicamento para a Tuberculose Altamente Resistente"
- 18 de fevereiro de 2022 -
A Viatris anuncia, que após a aprovação da comparticipação e do fornecimento ao mercado pela Agência Regulamentar Italiana (Agenzia Italiana del Farmaco, AIFA), está disponível para a Europa o medicamento pretomanid, o primeiro exclusivamente aprovado para a tuberculose pulmonar altamente resistente. Nos últimos cinquenta anos antes do desenvolvimento deste fármaco, apenas haviam sido desenvolvidos outros dois anti-tuberculose.
Com esta aprovação, a Viatris poderá também fornecer os restantes 21 países europeus, incluindo o Reino Unido, através de um distribuidor – a Tanner Pharma Group, por um procedimento de autorização de utilização especial. Apenas desta forma, o fármaco Pretomanid poderá ficar também disponível em Portugal.
A decisão da AIFA surge após a aprovação pela Comissão Europeia com o parecer positivo da Agência Europeia do Medicamento (EMA) para pretomanid ser utilizado em associação com bedaquilina e linezolida, conhecido como o protocolo “BPaL”, para o tratamento de adultos com tuberculose pulmonar extensivamente resistente a fármacos (XDR), intolerantes ao tratamento, ou sem resposta, devido à resistência multifármacos (TI/NR MDR).
Os atuais tratamentos para as formas altamente resistentes da tuberculose consistem em associações de diferentes fármacos, e estas podem necessitar ter uma duração de tratamento de 18 a 20 meses. Os doentes podem tomar até 20 comprimidos por dia, o que pode causar numerosos efeitos adversos e, com frequência, originar um encargo económico significativo.
Na Europa, existem cerca de 250 doentes com tuberculose altamente resistente, o que faz de pretomanid um medicamento destinado a doença muito rara, com o potencial de trazer valor acrescentado, ou seja, ser mais custo efetivo para os doentes e sistemas de saúde versus a atual terapêutica padrão.
"Micróglia: célula imune hiperativada pode prevenir Alzheimer, diz estudo"
- 17 de fevereiro de 2022 -
Uma pesquisa publicada em janeiro por pesquisadores da Alemanha na revista The EMBO Journal defende a tese de que o efeito hiperativo de células imunes no cérebro humano pode evitar a progressão de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Essas células, conhecidas como micróglia, combatem agentes patogênicos, limpam detritos celulares e mantêm a saúde neuronal.
No entanto, quando confrontadas especificamente com a Doença de Alzheimer (DA), essas células desenvolvem uma espécie de "hiperatividade", na qual ocorrem respostas imunológicas exageradas, normalmente relacionadas a processos inflamatórios crônicos e prejudiciais ao organismo.
Nesse sentido, o estudo atual inova, ao rejeitar essa visão negativa das células imunes e apoiar "a hipótese de que a micróglia hiperativa tem seu lado bom". Segundo o pesquisador Christian Haass, professor de bioquímica na LMU München, algumas pesquisas recentes apontam para a mesma direção, e o estudo recente fornece mais indicações.
Ao contrário de estudos anteriores, nos quais os pesquisadores decidiram aumentar a atividade microglial através de uma proteína presente na membrana celular da micróglia, chamada TREM2, na pesquisa atual os cientistas resolveram usar essa espécie de "interruptor de atividade" para reduzir a atividade das células imunes no cérebro. A ideia era avaliar o impacto dessa redução sobre a patologia da doença. Porém, os sintomas pioraram.
Leia também: Descoberta forma mais agressiva e precoce do Alzheimer
"Nós mesmos ficamos surpresos. Mas, ao contrário da crença comum, a micróglia hiperativada parece reter certas funções neuroprotetoras. Pelo menos isso se aplica ao sistema modelo que estudamos", explica Haass em um comunicado. Isso mostrou que "um aumento controlado na atividade da micróglia pode ajudar a conter o processo da doença até certo ponto".
Os resultados levaram os cientistas a admitir a modulação da atividade das células imunes no cérebro através do receptor TREM2 para alterar o curso das doenças neurodegenerativas. Haass afirma que "direcionar o receptor TREM2 com um anticorpo agonista, que é um anticorpo ativador, é promissor para levar adiante essa ideia."
"Robô fez primeira cirurgia laparoscópica sem mão humana"
- 26 de janeiro de 2022 -
Um robô conseguiu fazer a primeira cirurgia laparoscópica praticamente sem intervenção humana e, segundo a equipa de investigadores da universidade norte-americana que o desenhou, com melhores resultados, de acordo com um artigo publicado esta quarta-feira na revista Science Robotics.
A experiência foi conduzida em porcos e o robô desempenhou-a "com resultados significativamente melhores do que seres humanos no mesmo procedimento", afirmou o professor de engenharia mecânica Axel Krieger, da faculdade de engenharia da Universidade Johns Hopkins, instituição onde foi criado o robô STAR (Smart Tissue Autonomous Robot). "Os resultados mostram que podemos automatizar uma das tarefas cirúrgicas mais delicadas e complexas: voltar a ligar duas extremidades de um intestino", acrescentou.
A operação realizada através de pequenas incisões no abdómen chama-se anastomose intestinal e requer um alto nível de precisão, bem como movimentos repetitivos, sem tremer de mãos ou suturas mal colocadas, que podem levar a fugas na junção dos tecidos com consequências catastróficas para os doentes.
O robô foi criado com a ajuda de investigadores do hospital pediátrico nacional norte-americano, em Washington, e usa um sistema guiado pela visão criado especificamente para suturar tecidos moles. Trata-se de um modelo aperfeiçoado do que em 2016 operou com sucesso o intestino de um porco, mas com necessidade de uma grande incisão e orientação humana.
"A anastomose robotizada é uma das formas de garantir que as tarefas cirúrgicas que exigem alta precisão e repetitividade podem ser desempenhadas com mais precisão em todos os pacientes, independentemente da habilidade do cirurgião", afirmou Krieger, prevendo que o resultado será "uma democratização" do cuidado aos pacientes, "com resultados mais previsíveis e consistentes".