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Testemunhos de alunos e ex-alunos de Ciências Biomédicas

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O que te levou a enveredar para Ciências Biomédicas? 

Enveredei por biomédicas de forma a tornar o meu CV mais abrangente e mais polivalente.


Tiveste alguma influência que intensificou mais a tua vontade em ires por esse caminho? 

Não sofri nenhuma influência que me tenha feito mudar de Bioquímica para Biomédicas.


Qual a tua opinião sobre o mestrado em Ciências Biomédicas? O que deveria ser alterado? 

Tenho uma opinião bastante positiva acerca do mestrado em biomédicas, destaco o carácter abrangente que era algo que eu procurava. Aspetos a melhorar, eventualmente a possibilidade de realizar estágios junto de entidades empregadoras de forma a tornar mais fácil a entrada do estudante no mercado de trabalho.


O que esperas do teu futuro na área das Biomédicas? 

Ainda não sei bem o que esperar da área de biomédicas, mas tenho quase a certeza que no futuro o meu mestrado pode ser uma mais valia.


O mestrado ajudou-te na tua carreira profissional?

Neste momento, o meu mestrado ainda não me ajudou no mercado de trabalho, uma vez que estou a trabalhar na área de bioquímica.

Kevin Sá, 24 anos, Licenciado em Bioquímica na UBI e Mestre em Ciências Biomédicas na UBI (2015-2016)

David Xavier, natural de Coimbra concluiu a sua Licenciatura em Ciências Biomédicas (2007-2011), na Universidade da Beira Interior, concluíndo o seu Mestrado também em Ciências Biomédicas na Universidade da Beira Interior (2011-2013). Ao invés de seguir para doutoramento, o David decidiu entrar no mercado de trabalho.

 

Sendo aluno dos primeiros anos de existência da licenciatura de Ciências Biomédicas, na altura o que te fez escolher esta licenciatura?​

Sempre quis profissionalmente trabalhar na área da saúde, ciência e investigação. Na altura em que me candidatava para a universidade o curso de Ciências Biomédicas tinha surgido há pouco tempo e revelava-se promissor devido ao conteúdo leccionado nas diversas cadeiras e, sobretudo, sobressaía-se pela multidisciplinaridade das mesmas. Vi o conteúdo programático do curso e decidi ingressar no mesmo pois era-me apelativo e ia de encontro com os meus objectivos profissionais. Em Setembro de 2007 iniciei então o curso de Ciências Biomédicas na Universidade da Beira Interior.

 

O que te fez escolher o mestrado em Ciências Biomédicas na UBI e não em outra Universidade?

Em primeiro lugar os conteúdos programáticos que o mestrado oferece. Em segundo lugar, há liberdade para escolher e direcionar o teu mestrado através da escolha de cadeiras que achas serem mais adequadas e que te serão mais úteis no teu futuro profissional. Em terceiro lugar, como já tinha feito a licenciatura na UBI, já me sentia em casa. Ademais, a Faculdade de Ciências da Saúde tem excelentes condições e excelentes professores, portanto pareceu-me uma boa escolha dar seguimento à minha formação académica na UBI.

 

Quando saíste da UBI, quais foram as principais dificuldades que encontraste?

A grande dificuldade que encontrei após a universidade é mesma que todos os jovens enfrentam quando concluem os seus cursos: a inclusão no mercado de trabalho. Inicialmente tinha uma ideia clara do que queria fazer e qual a área de investigação em que queria trabalhar, no entanto revelou-se por vezes difícil encontrar oferta. Grande parte das vezes o mercado de trabalho não te oferece projetos ou aquilo em que pretendes trabalhar, pelo que és forçado a alargar o teu espectro de interesses profissionais e por vezes trabalhar fora da área. Aconteceu comigo e com bastantes amigos com formação em ciência e investigação. Grande parte, ainda hoje, trabalha fora da área, o que me leva a pensar que não houve um aumento na oferta e o financiamento de projetos destinados para a ciência continua a não ser suficiente.

Como foi entrar no mercado de trabalho pela primeira vez?

Como já trabalhei em áreas diferentes do meu background científico posso considerar que tive duas experiências distintas. A primeira, em Portugal, foi numa empresa multinacional especializada em consultoria e prestação de serviços. A inclusão no mercado de trabalho aconteceu de forma natural, fui treinado de forma especial para poder executar o meu emprego eficazmente e havia condições e incentivos de trabalho. No entanto o meu mindset estava orientado para fazer ciência, pelo que decidi ir procurando outras oportunidades enquanto trabalhava fora da área. Até que surgiu a oportunidade, na Bélgica, e aqui tive uma experiência distinta de primeira, pois iria começar a trabalhar na área. Tudo aconteceu de forma igualmente natural, porém há diferenças para melhor quanto à ética de trabalho, apoio ao trabalhador, condições de trabalho, reconhecimento e incentivo monetário. Para além disso sinto-me mais motivado e focado no meu trabalho diariamente pois estou a trabalhar naquilo que gosto, num projeto de investigação apelativo e estimulante.

 

Há muitas pessoas que após acabarem o mestrado, seguem para doutoramento. Porque optaste por não seguir o mesmo caminho?

Em primeiro lugar, quando terminei o mestrado no final de 2013 tencionava seguir para doutoramento, desde que fosse financiado. Como fator externo condicionante houve, no início de 2014, um corte substancial nas verbas disponibilizadas para financiar projetos de investigação. Foi, na altura, uma medida governamental que afetou transversalmente todas as áreas académicas, desde a saúde à engenharia e ciências sociais, pelo que se tornou mais difícil encontrar um projeto de doutoramento do meu agrado e financiado. Fui forçado a considerar outras opções para além de seguir para doutoramento e desde que comecei a trabalhar no mundo empresarial, num background completamente diferente da academia, nunca mais voltei a considerar fazer um PhD até hoje, pois estou novamente a tentar ingressar em doutoramento.

 

​Ulisses Gaspar natural do Teixoso possui o grau de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos (Nível QNQ 4) e Técnico Especialista em Mecatrónica (Nível QNQ 5) e atualmente encontra-se no 3º ano da Licenciatura em Ciências Biomédicas e com apenas 22 anos é o atual presidente da ANCiB (mandato de 2018/2019).

Na altura o que te fez escolher a Licenciatura em Ciências Biomédicas?

A incerteza do rumo que se deve tomar limita sempre a nossa certeza e com tantas possibilidades pensamos sempre, qual o melhor curso? Ou o que é que eu realmente quero? E ainda, será que vou ser feliz se fizer isto o resto da minha vida? Pois, estas questões em momentos de decisão são sempre elementos de julgar uma opção, mas nunca uma resposta concreta. Quanto à minha escolha baseou-se no facto das Ciências Biomédicas serem uma área emergente no mundo, é verdade ainda tem pouquíssimo destaque comparando com outras áreas, mas em todo o lado, em todo o mundo, é preciso se lutar, arregaçar as mangas e insistir, caso não acontecesse qual seria a piada? Por isso sim, Ciências biomédicas, porque para além de ser um sector pouco conhecido é uma oportunidade para se fazer destacar, porque ser tão abrangente dá-me um leque imenso de oportunidades onde me especializar, e faça o que fizer a polivalência de conhecimentos é uma mais-valia, até porque “o saber não ocupa lugar”, e como, espero, futuro investigador saber de tudo sabendo que ainda assim sei pouco será sempre uma mais-valia e uma vantagem sobre quem sabe imenso de um pouco.

 

Quais são as tuas perspetivas sobre esta licenciatura?

Quase a concluí-la, viro as perspectivas para o que esta licenciatura me capacitou de fazer, antes de mais, ritmo de trabalho, competências extracurriculares, crescer como individuo e como pessoa, saber lidar com pressão e grupos de trabalho completamente diferentes, e depois sim, espero poder desenvolver os conhecimentos aqui adquiridos como cientista, estou bastante optimista porque aprendi a mais que aproveitar oportunidades, a criá-las.

Apesar de ainda só estares na licenciatura, concorreste na mesa à presidência da ANCiB. O que te  levou a tomar esta iniciativa?

Além do meu hipotético masoquismo, posso acrescentar a minha reprovação pelos “braços cruzados”, como respondi anteriormente acredito imenso no potencial deste sector, e não aceito esperar que alguém faça por mim aquilo que eu quero para ontem. Não concordo com a inércia, não concordo com a falta de valores muito menos a falta de humildade disfarçada de respeito por de trás de uma entidade nacional. Acredito antes que estas associações devem servir quem representam, assim como reprovo uma postura altiva para quem deve ser ouvido e levado em conta, mas antes disso também não posso criticar e julgar enquanto assisto, daí me ter candidatado.

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